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Marketing Pessoal 2

Marketing Pessoal 2

Mais sobre como trabalhar a sua imagem pessoal – investindo em você como “produto”.

Em nosso último artigo introduzimos o tema do Marketing Pessoal, definindo-o como sendo o uso do conceito geral de Marketing (lembrando de novo: conjunto de ações e atitudes que visam satisfazer as necessidades do cliente, aumentando assim a chance de concluirmos transações bem sucedidas) para um “produto” especial: a minha própria imagem. Ressaltamos que para os empresários veterinários não faz sentido falarmos e Marketing Pessoal dissociado da Clínica, Hospital ou Pet Shop no qual estamos “inseridos”. E começamos também a discutir os “5 P`s” deste produto tão especial, discutindo em detalhes o que podemos fazer para ressaltar/ inovar nas qualidades associadas ao nosso produto (como dito, nesse caso, a nossa imagem).

Antes de falarmos dos “P`s” que ficaram faltando, vamos acrescentar algumas coisas à lista de atitudes que podemos utilizar para ressaltar o valor do nosso produto aos olhos de nossos clientes, colaboradores e parceiros em geral.

Quem lida com o público, como é o nosso caso, deve estar sempre atendo para a imagem transmitida pelos detalhes do comportamento no dia-a-dia. Atitudes simples, como por exemplo, adquirir o hábito de dar um cordial “bom dia” a todos, pode trazer resultados surpreendentes sobre a imagem que as pessoas fazem de você. Nosso alvo é cultivar junto aos outros uma imagem com três características principais: otimismo, competência e visibilidade. Como? Em primeiro lugar, seja uma pessoa otimista e bem-humorada. Ninguém gosta de rabugentos, daquelas que parecem saídas de um desenho animado, sempre com uma nuvenzinha preta trovejando sobre a cabeça. Pessoas otimistas e bem humoradas proporcionam um ambiente agradável e irradiam bem-estar, cativando todos à sua volta.

Precisamos criar uma imagem positiva e de competência, e isso quer dizer ser e parecer competente. Já citamos diversas vezes nesta coluna que existe uma grande assimetria informacional numa relação de compra e venda de serviços veterinários. O que isso quer dizer? Que você, vendedor, detêm informações que seu cliente não possui, ou não é capaz de compreender. Já demos aqui inúmeros exemplos sobre como esta percepção de valor é “complicada” para os nossos clientes: eles não sabem distinguir se você usou o fio de sutura mais adequado, se adotou o melhor protocolo de anestesia, ou se a esterilização do instrumental foi feita de forma adequada, entre outros inúmeros exemplos. E como este fato influi sobre nossas estratégias de Marketing Pessoal? Enormemente. Devemos ter sempre em mente essa “dificuldade” que nossos clientes possuem, e também o “caminho” que eles usualmente escolhem para contorná-la, que é procurar sinais visíveis da qualidade do atendimento que estão comprando. Que sinais? Da limpeza e organização da Clínica, até a sua própria conduta pessoal. E é justamente ai que “entra” o Marketing Pessoal. Através de nossa postura e de nosso comportamento, devemos trabalhar os dois lados desta relação ao mesmo tempo: mostrando como, onde e por que nos sabemos o que estamos fazendo (valorizando nosso conhecimento frente aos nossos clientes), e, ao mesmo tempo, cuidando dos aspectos subjetivos que nossos clientes conseguem perceber (limpeza, atenção, cuidado no atendimento, facilidades, etc.). Se formos hábeis em valorizar estes dois conjuntos de fatores simultaneamente estaremos valorizando muito nossa imagem pessoal.

Não consigo entender a relutância enorme que vejo entre os colegas em “gastar” tempo nas consultas. É muito difícil encontrar quem tenha por hábito explicar, fundamentar, ilustrar, enfim, se esforçar para que o cliente efetivamente entenda o que estamos fazendo, e porque (e também, “de quebra”, vá construindo o juízo de valor do nosso trabalho…). Em minha opinião, quanto mais nos esmeramos em atingir estes objetivos, maior será a valorização da nossa qualidade, capacitação e competência pelo cliente. Mesmo os médicos humanos já estão revendo seus conceitos, em tempos de clientes super informados, que entram no consultório após terem aberto os seus exames e buscado no Google tudo sobre a patologia em questão… acho que é hora de repensarmos este assunto com carinho…

Na questão da visibilidade, temos novamente um ponto onde os colegas não costumam valorizar devidamente. Sejamos sinceros: a atualização profissional é um ponto geralmente negligenciado pela classe. A maioria dos colegas não tem o hábito de participar em congressos, eventos técnicos e científicos, ou de cuidar de sua educação continuada. E mesmo aqueles que o fazem, muito dificilmente se preocupam em comunicar isso para o consumidor final. “Mas eles não entendem do assunto, não sabem nem do que se trata o congresso (ou evento, ou curso)”. Acreditem em mim: não faz a menor diferença! O que interessa é que seu cliente veja e perceba que você está preocupado com sua atualização técnica, com as últimas tendências, com oferecer para ele cliente, o que há de melhor e mais moderno. Isso ele vai entender… Outro ponto que deveria ser mais explorado é a publicação de trabalhos científicos e artigos. Um simples relato de caso, quando apresentado numa revista ou congresso, deve sempre ser divulgado para os clientes. Pendure o pôster na sala de espera, de preferência. Novamente, pode ser que ele não entenda nada do que está lendo, mas vai achar o doutor do Pet dele importante pra caramba…

Esse assunto rende… vamos ter que deixar o assunto do que podemos fazer com os outros “4 P`s”: Preço, Praça, Promoção e Percepção, quando estamos falando em Marketing Pessoal. Mas encerraremos este assunto na próxima edição.

Bons negócios!

Mande sua opinião sobre nossa coluna. A troca de idéias é fundamental para torná-la cada vez mais interessante para vocês. Escreva para: ricardo@quironcomunicacao.com.br

 

Ricardo Oliveira

Médico veterinário formado pela USP, com mestrado pelo ICB-USP. Desde 2001 é proprietário da Quiron Comunicação & Conteúdo, editora e agência de publicidade dedicada ao mercado veterinário e agronegócio. É palestrante na área de Marketing para o agronegócio. Atualmente é mestrando na ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing) pesquisando estratégias de branding para commodities agropecuárias.

www.quironcomunicacao.com.br

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