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    2017
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Marketing Pessoal 1

Marketing Pessoal 1

Entenda como essa ferramenta pode auxiliar você E o seu negócio.

Já fui abordado diversas vezes ao final de minhas palestras sobre Marketing por colegas interessados em saber minha opinião sobre a questão do Marketing Pessoal. Às vezes, só para criar uma polêmica e iniciar uma discussão mais animada, eu digo que isso de Marketing Pessoal não existe…

Mas o que eu quero dizer com isso? Bom, no meu modo de ver, ou a pessoa “compra” a proposta do Marketing como um todo, e passa a aplicar esse conhecimento no dia-a-dia de seus negócios como um todo, ou então não faz muito sentido se preocupar com apenas uma das “faces da moeda”. Principalmente para um empresário que tenha uma Clínica Veterinária…

Sim, porque se você se enquadra nesta categoria, e cuidar apenas do seu Marketing Pessoal, e não aplicar os conceitos e estratégias do Marketing (vide nossa série de artigos anteriores sobre Planejamento Estratégico) no seu negócio como um todo, “a conta não vai fechar”. Porque é muito simples: de que adianta você se preocupar em trabalhar a imagem que você como profissional vai transmitir para seus clientes, se você não dispensar o mesmo cuidado a sua Clínica? Estudos já comprovaram que, no processo de formação de um juízo de valor que seu cliente vai fazer do seu serviço, 60% da opinião dele já está formada antes mesmo de ele entrar na sala de atendimento clínico! Ou seja, se todo funcionamento da Clínica (incluído ai equipe, limpeza, cortesia, etc. e etc.) não estiver afinado com a visão que você está tentando passar como profissional Médico Veterinário, a coisa não vai funcionar… Cuidando só da parte pessoal, você estará passando mensagens conflitantes para seu cliente, e não atingirá os objetivos pretendidos.

Então feitas essas ressalvas iniciais, vamos ao ponto central da questão. O que seria então “fazer” o seu Marketing Pessoal? Como fazê-lo? Em artigos anteriores, definimos Marketing como sendo Conjunto de ações e atitudes que visam satisfazer as necessidades do cliente, aumentando assim a chance de concluirmos transações bem sucedidas dentro do mercado em que estamos inseridos. Ou em português mais direto – Marketing deve ser entendido como o processo de “se colocar do outro lado do balcão”, ou seja, no lugar do cliente, para assim entendermos melhor o que ele quer e precisa, e aumentamos as nossas chances de realizarmos uma venda. E como eu aplico isso, quando o “produto” que estou querendo vender é a minha própria imagem?

O grande objetivo é fazer-se notado, deixar uma impressão positiva e duradoura nas pessoas com quem convivemos em nosso exercício profissional. Note que não falo apenas em clientes. Nossos funcionários e colaboradores, nossos colegas, nossos professores, fornecedores e parceiros, também são “alvos” de nossa estratégia de Marketing Pessoal. Mas antes de tudo: não faz o menor sentido promover o algo que você não é. Quem age assim n não estará sendo um profissional lançando mão do Marketing, e sim, com perdão da palavra, um picareta.

Chamar a atenção para suas qualidades, habilidades e competências é o desafio. Mas você acha que não tenha nenhuma habilidade ou competência especial? Bom, nesse caso, temos duas possibilidades. A primeira, e que acho que deva ser o caso da maioria das pessoas, é a de buscar com mais afinco um autoconhecimento. Todos possuem pontos fortes e fracos. Cabe a cada um conhecer suas potencialidades, explorar os pontos onde possui vantagens, e trabalhar para incrementar os menos favorecidos. E ao conhecermos nossos pontos fortes, podemos “montar” uma estratégia para fazer com que eles sejam mais facilmente percebidos pelos outros. Por exemplo, você pode não ser a pessoa mais comunicativa do mundo, mas pode ter um alto nível de exigência com você mesmo e com os que trabalham com você. Automaticamente, você deverá buscar passar a imagem do especialista, daquele em quem as pessoas podem depositar a sua confiança nos casos mais graves, pois você estará sempre atento aos mínimos detalhes. Tentar se passar por aquele tipo de Veterinário “amigo” será um passo certo para o fracasso. As pessoas percebem os discursos ensaiados e não autênticos. Nem que demore um pouco… Resumindo: não tente “vender” o que você não é.

Ainda existe a segunda possibilidade. Você realmente anda “fraco” de competências e habilidades. Bom, sinto muito, mas nesse caso, não há muito outra saída: trate de desenvolvê-las primeiro, para depois pensar em fazer divulgação do que quer seja…

Para aqueles que não se lembram, um bom Mix de Marketing deve contemplar os chamados “5 P´s”: Produto, Preço, Praça, Promoção e Percepção. Como já dissemos, em nosso caso atual, o produto é você mesmo. Mas existe algo que você possa fazer para melhorar este produto? Inúmeras. Como todo bom produto, ele precisa de uma boa “embalagem”. Você cuida da sua apresentação visual? Sejamos sinceros. Quantos colegas você já não viu atenderem um animal trazendo na roupa alguns “lembretes” da consulta ou procedimento anterior (falo de colega, pra não fazer você pensar em você mesmo assim tão diretamente…)? Não pode. Trabalhamos com saúde. Saúde é limpeza, higiene. Confie em mim: a conta da lavanderia mais alta é um investimento pequeno, comparado ao retorno que uma boa apresentação em um visual impecável podem trazer. Já pensou em usar jaleco, e gravata, como os médicos de seriado americano? É demais? É pedante? Tudo vai depender do Mix completo. Mas se você é do tipo que resolve se posicionar para atender um público AB, eu levaria em conta seriamente essa sugestão. Qual foi o último curso que você fez? Está atualizado? Busca diferenciação e capacitação em especialidades onde haja “falta” de profissionais habilitados? Ao assumir todas essas atitudes você está fazendo o seu Marketing Pessoal. Está investindo no primeiro “P”. Em você. No Produto.

Em nossa próxima coluna, continuaremos discutiremos este assunto com mais detalhes, e abordando os outros “P´s” que ficaram faltando…

Bons negócios!

Mande sua opinião sobre nossa coluna. A troca de idéias é fundamental para torná-la cada vez mais interessante para vocês. Escreva para: ricardo@quironcomunicacao.com.br

Ricardo Oliveira

 

Médico veterinário formado pela USP, com mestrado pelo ICB-USP. Desde 2001 é proprietário da Quiron Comunicação & Conteúdo, editora e agência de publicidade dedicada ao mercado veterinário e agronegócio. É palestrante na área de Marketing para o agronegócio. Atualmente é doutorando na ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing) pesquisando estratégias de branding para commodities agropecuárias.

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